II
E a cada dia que passa uma parte da minha vida é arrancada das minhas mãos.
[...]
Eu tentei ver além do por do sol, ver além do brilho nos olhos de cada um,
mas tropecei em meus passos e me deparei com meu próprio reflexo.
Então, se todas as pessoas não passam de um espelho vazio,
não mais que o meu eu refletido, então porque continuar?
Eu sigo, não por mim, nem por meus reflexos, sigo um caminho cheio de sombras,
dúvidas e buracos, para um destino falho, sem motivações, sem vida.
Espero, com todo meu ser, que eu acabe meus dias em uma casa grande e vazia,
só com minha alma solitária vagando por ela e pela floresta escura e molhada que a cercará.
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