quinta-feira, 17 de março de 2011

Coleção "Relembrando": 13-11-08 Antes de tudo...

Queria eu que avida tivesse a leveza de um sopro.
E que todas as coisas que vejo também fossem simples, como elas são e não como as vejo.
Sinto um vento forte no rosto e percebo que é o toque mais suave, mais perfeito que existe.
Queria que minhas lágrimas secassem até que meus olhos sangrassem.
O que eu quero não é um mundo de coisas, são as coisas do mundo.
E queria ser a nuvem rosa, laranja, vermelha, cinza, até quando ela se torna preta, ainda assim eu queria sê-la.
E se o lugar onde eu vivo é proibido para mim, se todos os prazeres são negados, se todas as portas são e estão fechadas, onde é que está a minha vaga, o meu lugar, meu espaço, um lugar onde eu tenha um vazio somente meu... seria perfeito... incoerente com o que me é oferecido.
Como é possivel todos os olhos estarem voltados a mim, aos meus defeitos, mas ninguém me olhar de verdade?
Estou  diante do céu mais perfeito que pode existir, eu o vejo, mas não o sinto.
Estou diante de Deus.
A minha alma chora, o meu espírito está fraco, triste e a minha carne está se decompondo, morrendo, clamando por socorro, por ajuda, mas ninguém no momento está disposto a assummir essa responsabilidade.
O céu sumiu, ele se foi e eu perdi mais uma chance de me recompor.

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