Se fossemos escrever apenas os fatos que vivemos, viveríamos então. E se fosse desnescessário a escrita contemplaríamos a vida que passa.
Mas isso não nos basta, precisamos as vezes nos rebelar e revelar nossas faces, porém fazê-lo não seria aceito, não seria bem compreendido pelos que assistem.
Ora, se todos temos alguns lados escondidos e compartilhamos o desejo de transbordá-los, vivê-los ao máximo, por que não aceitar a atuação do próximo? Porque para isso servem os poemas. E usufruimos da escrita, nos deleitamos a tal ponto de nos perdermos de nossa essência, ou pelo menos a que imperava antes de adentrarmos esse mundo.
O poeta é fingidor, para quem o observa. Dentro dele ele apenas escolhe qual pesonagem irá viver.
D.W.
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